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04 setembro, 2018

Minha homenagem ao MUSEU NACIONAL (1818-2018)


Em 2 de setembro de 2018, logo após o encerramento do horário de visitação, um incêndio de grandes proporções atingiu todos os três andares do prédio do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista - Rio de Janeiro - RJ - Brasil. Os bombeiros foram acionados às 19h30, chegando rapidamente ao local. Às 21 horas o fogo encontravasse fora de controle, com grandes labaredas e estrondos ocasionais,  que foi sendo combatido por bombeiros de quatro quartéis. Dezenas de pessoas dirigiram-se à Quinta da Boa Vista para ver o incêndio.


 Coleções inteiras foram destruídas pelo fogo, assim como duas exposições que estavam em duas áreas da frente do prédio principal. Lamentável !

O MUSEU



O Museu Nacional, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é a mais antiga instituição científica do Brasil e, até meados de 2018, figurou como um dos maiores museus de história natural e de antropologia das Américas. Localiza-se no interior do parque da Quinta da Boa Vista, na cidade do Rio de Janeiro, estando instalado no Palácio de São Cristóvão. O palácio serviu de residência à família real portuguesa de 1808 a 1821, abrigou a família imperial brasileira de 1822 a 1889 e sediou a primeira Assembléia Constituinte Republicana de 1889 a 1891, antes de ser destinado ao uso do museu, em 1892. O edifício foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) desde 1938.

Fundado por Dom João VI em 6 de junho de 1818 sob a denominação de Museu Real, o museu foi inicialmente instalado no Campo de Santana, reunindo o acervo legado da antiga Casa de História Natural, popularmente chamada "Casa dos Pássaros", criada em 1784 pelo Vice-Rei Dom Luís de Vasconcelos e Sousa, além de outras coleções de mineralogia e zoologia. A criação do museu visava atender aos interesses de promoção do progresso sócio-econômico do país através da difusão da educação, da cultura e da ciência. Ainda no século XIX, notabilizou-se como o mais importante museu do seu gênero na América do Sul. Foi incorporado à Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1946.

O Museu Nacional abrigava um vasto acervo com mais de 20 milhões de itens, englobando alguns dos mais relevantes registros da memória brasileira no campo das ciências naturais e antropológicas, bem como amplos e diversificados conjuntos de itens provenientes de diversas regiões do planeta, ou produzidos por povos e civilizações antigas. Formado ao longo de mais de dois séculos por meio de coletas, escavações, permutas, aquisições e doações, o acervo é subdividido em coleções de geologia, paleontologia, botânica, zoologia, antropologia biológica, arqueologia e etnologia. É a principal base para as pesquisas realizada pelos departamentos acadêmicos do museu — que desenvolve atividades em todas as regiões do país e em outras partes do mundo, incluindo o continente antártico. Possui uma das maiores bibliotecas especializadas em ciências naturais do Brasil, com mais de 470.000 volumes e 2.400 obras raras.
Com seguidos cortes no orçamento, desde 2014 que o museu não vinha recebendo a verba de R$ 520 mil anuais necessários à sua manutenção, apresentando sinais visíveis de má conservação, como paredes descascadas e fios elétricos expostos. A UFRJ, instituição responsável pela gerência do museu, negou uma ajuda do Banco Mundial de 80 milhões de dólares que transformaria o museu em uma instituição de primeira linha e de gerência autônoma e independente, cerca de 20 anos atrás, e consequentemente a retiraria do julgo da Universidade Federal do Rio de Janeiro.[8] Em outro momento, um relatório da Pró Reitoria de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças da UFRJ mostra que a universidade atuou e conseguiu captar R$ 2,24 milhões em dois anos (2016 e 2017), período em que o museu já sofria com falta de verbas adequadas, para a construção da “Rádio UFRJ FM”, com a pretensão de concorrer com as principais rádios privadas do Rio de Janeiro, tratada como prioridade para a UFRJ. O museu havia completado duzentos anos em junho de 2018, em meio a uma situação de abandono.


Fonte: Wikipedia