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05 novembro, 2019

URUBU (Coragyps atratus)


O urubu-de-cabeça-preta (nome científico: Coragyps atratus) é uma espécie de ave catartiforme da família Cathartidae, pertencente ao grupo dos abutres do Novo Mundo. Deste grupo, é uma das espécies mais frequentemente observadas, devido ao fato de realizar voos planados em correntes térmicas a grandes alturas e por possuir atividade durante todo o dia.
Seu nome científico vem do grego korax = corvo; e gups = abutre, urubu; e do latim Atratus = vestido de preto, vestido de luto.
O urubu-de-cabeça-preta, como as outras espécies de urubus, possui a cabeça depenada, sendo um pouco rugosa. Essa espécie possui uma boa visão e um olfato apurado, mas não tanto como seu parente mais próximo, o urubu-de-cabeça-vermelha (Cathartes aura. S '), que localiza a carcaça três vezes mais rápido que essa espécie. Isto se deve ao fato de que a parte do seu cérebro que se encarrega do instinto olfativo é cerca de três vezes maior do que a dos urubus-de-cabeça-preta. Possui de 56-74 cm de comprimento, com envergadura de 1,33-1,67 m. Seu peso médio é 1.18 kg (macho) 1.94 kg (fêmea) nas zonas tropicais; e entre 1,6-3 kg na América do Norte e Andes.Urubus que habitam os Andes e a América do Norte são mais pesados,pesando em média 2.15 kg, já os que os que habitam nas planícies da América central e do Sul,pesam geralmente 1.6 kg .

Os urubus-de-cabeça-preta fazem ninhos em terrenos longe da presença humana, junto do solo e nunca são feitos a mais de 50 cm de altura. Os ovos, de cor cinza ou verde-pálida, são incubados por ambos os genitores durante 32 a 40 dias. Os juvenis eclodem com plumagem branca e são alimentados por regurgitação. Com o passar dos dias, os juvenis ganham uma cor branco-rosada e penas um pouco azuladas. O primeiro voo ocorre por volta das 10 a 11 semanas de vida e com cerca de 3 meses já têm a plumagem de adulto.

O urubu-de-cabeça-preta alimenta-se de carniças e frutas em decomposição como a pupunha. Este modo de alimentação necrófaga confere-lhes grande importância ecológica, pois ajudam a eliminar carcaças do ecossistema. Em áreas habitadas por humanos, eles também se alimentam de matéria em decomposição em depósitos de lixo. Seu sistema digestivo é muito eficaz e graças ao seu ácido estomacal ele é capaz de digerir nervos e ossos.
Subespécies
    Coragyps atratus atratus (Bechstein, 1793) - habita o extremo Sul dos Estados Unidos da América e no Norte do México; comprimento: 56-74 cm; peso : 2000 g (macho) 2750 g (fêmea); envergadura:137-167 cm;massa média da subespécie: 2177 g.
    Coragyps atratus brasiliensis (Bonaparte, 1850) - habita na porção tropical do México, e na América Central até o Norte e Leste da América do Sul; comprimento: 56-74 cm ; peso médio : 1180 g (macho) 1940 g (fêmea); envergadura:137-167 cm;massa média da subespécie: 1640 g.
    Coragyps atratus foetens (M. H. C. Lichtenstein, 1817) - ocorre no Oeste da América do Sul; Comprimento : 56-74 cm ; peso médio : 2000 g (macho) 2750 (fêmea); envergadura : 137-167 cm;massa média da subespécie: 2177 g.

Fonte: Wikipedia

09 outubro, 2019

Constelação do Altar (Ara)







Ara (Ara), a Ara ou Altar, é uma constelação do hemisfério celestial sul. O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Arae. Esta constelação situa-se a sul de Escorpião.

As constelações vizinhas, segundo a padronização atual, são a Coroa do Sul, o Escorpião, o Esquadro, o Triângulo Austral, a Ave-do-Paraíso, o Pavão e o Telescópio.

No geral, a constelação do Altar é ilustrada como uma ara (altar de sacrifícios), soltando fumaça que "sobe" em direção ao sul. No entanto, os detalhes variam.
Em 1482, com a recente invenção da imprensa, uma xilogravura da obra Poeticon Astronomicon, do poeta e astrônomo Gaio Júlio Higino, mostra um altar de incenso, cercado de entes demoníacos.
Em 1603, Johann Bayer descreveu a constelação como um altar de incenso, cuja fumaça sobe em direção ao sul.
Nos séculos XVI e XVII, Willem Blaeu, cartógrafo celeste holandês, representou-a novamente como uma ara, com um animal queimando em sacrifício. Ao contrário da maior parte das representações, a fumaça agora subia em direção ao norte, representada por Alpha Arae, estrela mais brilhante da constelação.
A representação que mais foge do usual é a do poeta grego Arato, que ilustrou a constelação como um farol. Nela, as estrelas Alpha Aare, Epsilon Arae e Zeta Arae representavam a estrutura, e Eta Arae a luz do farol.
Mitologia

Em um dos mitos da mitologia grega, cria-se que esse era a ara, construída pelos ciclopes, onde os deuses deitaram ofertas entre si como sinal de aliança na guerra contra os titãs. Imitando os deuses, os homens passaram a realizar ofertas em altares para pedir auxílio, em troca de fidelidade para com os divinos.
Na mitologia grega, representava o altar no qual os deuses do Olimpo trocaram votos de união antes da batalha contra os Titãs. Segundo esta lenda, o Titã Cronos havia deposto o seu progenitor, Úrano, e reinava sobre o universo juntamente com os seus irmãos. Para que nenhum dos seus filhos lhe fizesse o mesmo, Cronos engolia-os à nascença mas a sua esposa, Reia, não suportando mais esta situação, escondeu Zeus para que não sofresse semelhante destino. Já adulto, Zeus enfrentou o seu pai, fazendo-o vomitar todos os outros irmãos e aliando-se a eles numa batalha contra os Titãs. No altar, representado pela constelação de Ara, juraram união e fidelidade e iniciaram então a guerra pela supremacia sobre o universo. Tendo-se gerado um impasse devido ao equilíbrio de forças entre ambos os exércitos, Zeus viu-se forçado a libertar duas raças de Titãs. Com a ajuda destes os deuses do Olimpo conseguiram finalmente derrotar os Titãs, pelo que Zeus teria colocado o Altar no céu em eterna gratidão para com os seus aliados.
A constelação de Ara ou Altar é muito antiga e o seu nome latino original era Ara Centauro, o altar do centauro Chiron. Metade homem, metade cavalo, acreditava-se ser esta a criatura mais sábia da Terra. Ara também teve outras associações, como a de ser o altar de Dionísio, construído por Noé depois do dilúvio, o altar consagrado por Moisés ou até o do Templo de Salomão.
Fontes: Wikipedia e Explicatorium

03 agosto, 2019

Constelação de Virgem (Virgo)


Virgo, a Virgem, é uma constelação do zodíaco. O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Virginis.

As constelações vizinhas, segundo as fronteiras modernas, são o Boieiro, a Cabeleira de Berenice, o Leão, a Taça, o Corvo, a Hidra, a Balança e a Serpente.
Uma das identidades mitológicas da Virgem é Têmis, deusa da justiça, que, desgostosa com o comportamento humano, ascendeu aos céus. Em outras versões é identificada com Astreia, filha de Zeus e Têmis, que viveu entre os homens durante a Idade de Ouro. Com a decadência da humanidade, retirou-se para os céus onde foi transformada na constelação da Virgem. Um de seus atributos era a balança, daí a proximidade de sua constelação com a constelação zodiacal da Libra.
Fonte: Wikipedia